Cooperação
Apoios e Projetos

A cooperação é um processo dinâmico de aproximação de pessoas e territórios, baseado no intercâmbio continuado de conhecimentos e de experiências e tem como principais objetivos desenvolver competências técnicas, criar e consolidar parcerias numa nova cultura de cooperação em meio rural, integrando as iniciativas locais numa rede global de ações de desenvolvimento da economia rural. É por isso uma importante fonte de inovação, revelando-se muito relevante do ponto de vista da partilha de modelos de gestão e de aprendizagem mútua, sendo uma das formas de aceder a informações e novas ideias, estimular e apoiar a inovação e adquirir competências e meios de melhorar a execução, contribuindo para importantes resultados individuais e coletivos. A integração das dimensões transnacional e inter-regional nas iniciativas regionais contribui ainda para a construção da Europa no terreno, estimulando a construção da identidade europeia.

A ADRACES desenvolve projetos em parceria regional, nacional e transnacional desde a sua constituição em 1992, tendo sido a primeira entidade a promover relações transfronteiriças em 1993 que deram origem em 1995 à criação da Associação Internacional LA Raya/A Raia. A estratégia da ADRACES em relação às intervenções dinamizadas em parceria/cooperação, tanto inter-regional como transnacional maximizou sinergias, alargou o âmbito das intervenções e gerou novas parcerias que contribuíram para a correção dos desequilíbrios socioeconómicos e culturais do território, demonstrando capacidade criativa nos métodos, inovação nos processos, ideias, produtos e serviços e, cuja tendência conferiu também orientações para o acesso a recursos multifacetados incidentes nas seguintes vertentes:

  • Cooperação transnacional entre entidades, projetos e redes europeias, que resultaram na cocriação da Associação LA Raya/A Raia e do Euroconsulting Group - GEIE e na integração e gestão da Delos - Constelation e APURE - Associação para as Universidades Rurais Europeias, cuja definição de interesses comuns com dimensionalidade europeia otimizaram atividades e desempenhos ao nível do território, obtendo-se resultados e produtos comuns que reforçaram a prática da cidadania europeia;
     
  • Cooperação nacional com outros GAL e com a Federação Nacional de Associações de Desenvolvimento Minha Terra, juntando intervenientes com afinidades entre si, tendo em vista a colaboração num conjunto de áreas que foram desde o intercâmbio de informação à realização comum de atividades, até à melhoria das competências das organizações e técnicos de desenvolvimento e, criação de produtos comuns de valorização e promoção dos territórios;
     
  • Cooperação entre organizações e parcerias locais, de que se destaca o GAL - Grupo de Ação Local, que integra as entidades mais representativas dos sectores e atores locais do território de intervenção, que para além da Gestão Territorial da Metodologia LEADER, desenvolvem atividades concretas que permitem resolver problemas pertinentes comuns e do território, bem como estabelecer as diretrizes da implementação de projetos integrados e multidimensionais para a coesão interna do território e para a valorização e consolidação do tecido económico e social, conjugando-se saberes e recursos que permitam atingir massa crítica necessária à sua otimização para a abertura de novas oportunidades e de desenvolvimento do território.


A larga experiência da ADRACES na implementação de intervenções em cooperação demonstrou as vantagens e o valor real e crescente dos seguintes aspetos da cooperação:

  • melhor compreensão dos contextos territorial e europeu, factor que conferiu uma visão mais abrangente das problemáticas, potencialidades, soluções e inovações para o território;
     
  • melhoria crescente da sensibilidade e capacidade de pensar e agir em conjunto, demonstrada através da crescente qualidade dos projetos, das intervenções e das competências;
     
  • crescente capacidade de recontextualização e reutilização de métodos e inovações testadas por outros;
     
  • criação de redes formais e informais europeias capazes de transferir práticas e métodos pela partilha de experiências contributivas do acréscimo de competências individuais e territoriais, e da prática de uma mais eficaz cidadania europeia;
     
  • melhoria dos desempenhos, tanto pessoais como institucionais, credibilizando interna e externamente as instituições e os territórios;
     
  • maior autoconfiança das pessoas envolvidas, proporcionando um maior estímulo profissional pelo desenvolvimento de capacidades e competências.

Em suma, o trabalho em parceria permite (re)unir esforços, rentabilizar recursos, integrar diferentes perspetivas e complementar competências, conferindo maior eficácia e eficiência às intervenções.
 

 

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