Economia e Tecido Empresarial
Território - BIS

Às fragilidades sociodemográficas, juntam-se as debilidades ao nível da estrutura empresarial, onde predominam as microempresas (é a sub-região onde a percentagem de empresas com menos de 10 trabalhadores é maior: 97,5%), assentes em atividades económicas de pouco valor acrescentado, de baixa densidade tecnológica e de inovação (A BIS apresenta um posicionamento muito desfavorável, com valores de investimento em I&D bastante inferiores à média nacional e à meta 2020: 0,6% na BIS – INE, 2008 - face aos 3% da meta europeia) e falta de capacidade exportadora. O tecido empresarial é, neste contexto, gerador de resultados pouco expressivos, posicionando a BIS como a sub-região com menor valor no indicador volume de negócios por empresa (164 milhares de euros face aos totais nacional e regional de 306 e 225 milhares de euros, respetivamente).

A nível concelhio estas debilidades condicionam fortemente a atração de investimento, que se reflete nas baixas taxas de natalidade de empresas, colocando a BIS, a par com o Pinhal Interior Sul, com a mais baixa densidade empresarial do Centro (1,8 empresas por km/2, valor bem distante dos 11,5 no País e 8,2 do Centro).

Ao nível do tecido empresarial, a BIS contabilizava, em 2012, 7.228 estabelecimentos que empregavam 19.549 trabalhadores, sendo que o concelho de Castelo Branco concentrava cerca de 80%. Comparando com o ano de 2008, significa um decréscimo de 924 estabelecimentos e 2.099 trabalhadores.

Em termos de repartição sectorial assemelha-se, no geral, à do País, com o comércio a concentrar o maior número de unidades (24%), seguindo-se as atividades ligadas à prestação de serviços, com 17% e, em 3º, todos com 10% cada, surgem as atividades de alojamento, restauração, o sector da construção e as empresas agrícolas. Este último sector destaca-se pelo peso que ainda detém em comparação com a média do País, pouco mais de metade da BIS (5%). Em termos do pessoal a grande diferença em relação à repartição dos estabelecimentos prende-se com o peso do sector industrial, sendo o segundo maior empregador (19% do total das pessoas ao serviço), mas a representar apenas 6% do total das unidades.

A comparação entre os quatro concelhos da BIS espelha uma realidade não uniforme, registando-se diferenças significativas. Em Idanha-a-Nova o sector primário surge ainda como o maior empregador, 29% da população ativa inscrita (peso bastante distante dos 3% do País) e a atividade com maior número de unidades empresariais (241), não obstante o decréscimo registado entre 2008 e 2012 (-117 pessoas ao serviço e -32 unidades). No concelho de Vila Velha de Ródão quase metade (47%) da população ativa encontrava-se empregada no sector industrial (389 pessoas), nomeadamente, na fileira do papel (cerca de 70%) e na indústria alimentar (91 pessoas). O sector secundário, embora com um peso relativo menor (19%), surgia também como o principal empregador em Castelo Branco, totalizando 3.130 postos de trabalho, distribuídas essencialmente pelas indústrias alimentar (713 pessoas), do vestuário (696) e fabricação de produtos metálicos (131) e máquinas e equipamentos (373). Em Penamacor, os sectores do comércio e da construção eram os que contabilizam mais pessoas ao serviço, ambos com cerca de 20%, seguindo-se a agricultura, com 15%.

Em relação às dinâmicas concelhias, no geral confirmou-se a tendência de decréscimo verificada no País e no Centro. Apenas Vila Velha de Ródão registou, entre 2008 e 2012, performance positiva no número de pessoas ao serviço, com um aumento de 7%. Idanha-a-Nova foi concelho que percentualmente mais perdeu, ultrapassando a média do País e do Centro (-19% dos estabelecimentos e -18% dos empregados). Castelo Branco, pelo peso que detém na estrutura empresarial da BIS, foi o que registou maiores quebras em termos numéricos (-684 estabelecimentos e -1600 pessoas). Nos concelhos de Penamacor e de Vila Velha de Rodão não ocorreram grandes alterações na estrutura empresarial e do emprego, evidenciando assim maior resiliência à crise.


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