A análise ao indicador do Poder de Compra per capita vem confirmar a ideia de que o País apresenta dois grandes níveis de assimetria, aos quais os concelhos da BIS são exemplos paradigmáticos. Primeiro, a mais tradicional oposição Litoral-Interior, com os concelhos da BIS, em especial o de Penamacor, Idanha-a-Nova e Vila Velha de Ródão, a apresentarem níveis de poder de compra substancialmente inferiores à média do País. Segundo, uma dualidade que se torna cada vez mais relevante na leitura tradicional do País e que opõe, com maiores níveis de compra, os concelhos mais urbanos, no caso da BIS o de Castelo Branco, capital de distrito, aos concelhos mais rurais e periféricos, como é o caso Penamacor, Idanha-a-Nova e Vila Velha de Ródão.
Os valores que os concelhos da BIS observaram, em 2005, confirmam estes dois níveis de assimetria. O concelho de Castelo Branco praticamente ao nível da média nacional – IPC per capita = 99,99 e os restantes concelhos com índices entre os 51,23 em Penamacor e os 59,01 em Vila Velha de Ródão, ou seja, pouco mais de metade da média nacional. Mesmo no contexto regional estas assimetrias estão presentes, pois só o concelho de Castelo Branco ultrapassa a respectiva média regional (IPC per capita da região Centro = 83,89).
De acordo com os dados dos Quadros de Pessoal do Gabinete de Estratégia e Planeamento, a Beira Interior Sul contabilizava, em 2005, 2 689 estabelecimentos e empregava 16 809 trabalhadores.
Ao nível da repartição concelhia, Castelo Branco surgia, de forma bastante destacada, como o centro polarizador do emprego e do tecido empresarial, concentrando cerca de quatro quintos dos estabelecimentos e do pessoal empregue (78% e 80% respectivamente). Com um peso bem menos significativo, surgia o concelho de Idanha-a-Nova com 13% dos estabelecimentos (351) e 11% dos postos de trabalho (1899). Os concelhos de Penamacor e Vila Velha de Ródão apresentavam pesos relativamente idênticos, rondando, para ambas as variáveis, os 5% e 4%, respectivamente. |