Em termos de qualificação do capital humano, a Beira Interior Sul reflecte de forma mais acentuada a baixa qualificação generalizada do País, cuja estrutura é dominantemente constituída por população que detém um nível de escolaridade até apenas ao 1º ciclo do ensino básico (na BIS 47% da população detém apenas o 1º Ciclo, contra 41% do País).
Na comparação inter-concelhia o diagnóstico é ainda mais desfavorável para os concelhos de Vila Velha de Ródão, Penamacor e Idanha-a-Nova, com cerca de 60% da população residente com escolaridade a deter somente o 1º Ciclo do ensino básico. Em contrapartida a percentagem de população com nível de escolaridade superior rondava, nestes concelhos, os 6%, ou seja, metade da média nacional.
Se o cenário apresentado é já de si revelador do défice de qualificações da Região em análise, na desagregação à escala micro-territorial os valores registados são ainda mais expressivos. Nas freguesias com características mais urbanas (Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Penamacor, Vila Velha de Ródão e Alcains) regista-se uma maior distribuição pelos diferentes graus de escolaridade, especialmente Castelo Branco, a atingir níveis de qualificação bastante positivos não só no contexto regional como também nacional (20,9% da população residente detém o ensino secundário e 20,5% o ensino superior).
Nas freguesias rurais o nível de ensino detido por maiores percentagens de população é o 1º ciclo, com a freguesia de Monforte da Beira a liderar este valor (83,4%). Seguem-se as freguesias de Santo André das Tojeiras, Salvaterra do Extremo, Proença-a-Velha, Toulões e Águas com o 1º ciclo a ultrapassar os 75% da população residente com escolaridade. A freguesia de Monfortinho destaca-se pela positiva deste cenário, surgindo o 3º Ciclo como o principal nível de ensino detido pela população, seguindo-se o ensino secundário com 22,4%, já o 1º Ciclo é detido por 20,4% da população residente, valor bem distante dos apresentados pelas freguesias acima mencionadas. |